Bioterrorismo econômico

04/03/2020
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A China sofre um ataque bioterrorista com fins econômicos. Dispositivos de aplicação coletiva permitem às hostes imperiais construir cenários irreais utilizando armas de obstrução e destruição destinadas a golpear países, moldar a percepção pública e impor uma realidade alternativa (ficção de uma pandemia). Mediante a paralisia cognitiva gerada nas mentes de milhões de cidadãos pelo choque midiático, a ressonância do impacto audiovisual se propaga e repercute mundialmente em frações de nano segundos. Essa estratégia, perfeitamente calibrada, impõe a cultura da insegurança, o terror, o pânico e a emergência sanitária mundial, reconfigurando as forças geopolíticas em disputa no planeta.

 

Segundo a Interpol, o bioterrorismo é a disseminação intencional de agentes biológicos ou toxinas para causar dano e morte a civis, animais ou plantas e intimidar ou coagir um governo ou população civil em favor de objetivos políticos ou sociais.

 

O parasita intracelular “coronavirus” é expressão da mais alta capacidade científica e tecnológica alcançada pelo poder imperial em seu prontuário bioterrorista com fábricas de armas bacteriológicas. Exemplos sobram: Cuba, Vietnã, Guatemala e agora China. Bioterrorismo de múltiplos propósitos: desligar a economia chinesa, induzir uma crise interna, diminuir o consumo de energia afetando a países produtores, destruindo a “Branding China” (marca China), enfim, afetando a rota da seda, ocasionando uma recessão econômica mundial. É a guerra comercial por outros meios e métodos.

 

No passado, o fantasma que percorria o mundo era o comunismo. Agora é a peste chinesa. O mesmo expediente usou Julio Borges, deputado criminoso venezuelano (foragido na Colômbia) contra seu país, quando acusou o chavismo de doença contagiosa e peste do século XXI. A “Infowar” imposta a partir dos ministérios do medo midiático, satanizam e estigmatizam, geram terror e pânico mundial através de alertas de pandemia, enquanto as instituições supranacionais do Governo Mundial (ONU, OMS), corporações transnacionais e ONG´S agem em bloco e impõem cercos sanitários, expressados em protocolos de atuação frente aos vírus, posicionando o biorrisco e as consequentes ações legais coercitivas (compras de vacinas e vacinações massivas). Ativação e impulso da bioeconomia terrorista em favor das transnacionais farmacêuticas e da biomedicina, em detrimento dos povos. Subordinação dos Estados soberanos e sua autoridade às instituições sanitárias globais numa sorte de neoglobalização escravocrata.

 

Um perverso interdito biomédico, sob a roupagem da legalidade e proteção da humanidade, esconde uma desleal competição pelo controle mundial, não só comercial, mas também eliminando um dos dois contrapesos geopolíticos à hegemonia imperial. No passado recente, os álibis para justificar invasões se fundamentaram na proteção dos Direitos Humanos (Iraque, Iugoslávia, Síria, Líbia). Hoje, desde essas mesmas multilaterais, implementam um estado de exceção mundial através de um apartheid sanitário contra a China, sem levar em conta critérios de morbidade e mortalidade. É a ficção fabricando realidades.

 

Esta Guerra sem limites imposta mediante enxames caóticos causa danos paralisantes, justificando o extermínio dos outros por considerá-los seres de nível inferior. Assistimos ao início de uma grande transição integral global, reengenharia social, apocalipse adiantado por essa elite malthusianista psicopata, que busca diminuir a população do planeta por considerar que os recursos energéticos não são suficientes, derrubando competidores, acabando com a possibilidade de um mundo multicêntrico e anulando a pluripolaridade desde a unipolaridade da ONU corporativizada.

 

- Maria Alejandra Diaz é advogada constitucionalista venezuelana, integrante da Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

 

Tradução: Anisio Pires

 

https://www.alainet.org/pt/articulo/205049

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