Terra sangrando - América Latina en Movimiento
ALAI, América Latina en Movimiento

2012-08-31

Brasil

Terra sangrando

Thiago Mendes
Clasificado en:   Política: Politica, |   Social: Social, MedioAmbiente, |   Economía: RecursosNaturales, |
Disponible en:   Portugues       
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“Os Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul enfrentam a pior situação entre os povos indígenas do Brasil, apresentando altos índices de suicídio e desnutrição infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo.”
Fonte: Pulsar Brasil.
 
O pantanal invadiu boa parte da imaginação por causa de uma novela esquecida num canal extinto. Sequer lembro se possuía índios em seu elenco. Hoje os índios Guarani-Kaiowá estão sendo esquecidos e extraídos de suas terras e nada parece ser feito.
 
O Mato Grosso do Sul recorda-me a esposa de Corumbá e de Manoel de Barros. Espero um dia ter a oportunidade de visitar esta terra vermelha de minério de ferro. No momento fico atônito ao ler semanalmente uma nota sobre um assassinato indígena da tribo. Os conflitos começaram quando o governo federal homologou a terra indígena Arroio Kora em dezembro de 2009
 
E uma profusão destas:
 
“A ação de um grupo de pistoleiros que assassinou Nísio Gomes, da etnia Guarani- Kaiowá, no acampamento indígena no Mato Grosso do Sul. O cacique foi morto na madrugada de sexta-feira (18)”.
“Pistoleiros atacaram no fim da manhã da última sexta-feira (10) um acampamento erguido por cerca de quatrocentos Guarani-Kaiowá em terra indígena retomada no município de Paranhos, Mato Grosso do Sul”.
“No dia 14 de agosto, ataques de pistoleiros na Terra Arroio teriam levada uma criança indígena a morte e deixou um indígena desaparecido”.

São incríveis noticias destas não estarem nos principais jornais do país?
 
“A Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP) lançou na semana passada (27/08) ofícios dirigidos aos representantes do governo requerendo medidas imediatas para a garantia dos direitos dos Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul”.
 
A demarcação é o único caminho seguro para a tribo e cabem as autoridades e nós que não estamos desautorizados a condenar e pedir justiça para os culpados e a terra para os índios.
 
“A indefinição judicial é apontada pelas lideranças indígenas como motivadora dos conflitos. De acordo com o STF, não existe prazo ou expectativa de data para o julgamento. A área homologada pelo governo federal é de aproximadamente sete mil hectares e atualmente os índios ocupam uma área com cerca de 500 hectares”.
 
Quanto sangue ainda será preciso verter e vidas perderem para que os Guarani-Kaiowá consigam viver em sua terra sagrada?
 
Thiago Mendes.
Fonte: http://www.brasil.agenciapulsar.org/tapa.php


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