Trabalhadores das universidades aderem à greve da educação - América Latina en Movimiento
ALAI, América Latina en Movimiento

2012-06-12

Brasil

Trabalhadores das universidades aderem à greve da educação

Najla Passos
Clasificado en:   Cultura: Educacion, |   Política: DerechosHumanos, |   Social: Social, Laboral, |
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Brasília - Os funcionários técnico-administrativos das universidades federais aderiram, nesta segunda (11), à greve da educação, iniciada pelos docentes em 21/5 e que atinge 51 instituições federais de ensino superior. Em plenária realizada nos dias 4 e 5/6, a categoria aprovou a paralisação quase por unanimidade. Hoje, assembleias de base realizadas pelo país estão respaldando a decisão.

Ainda não é possível avaliar quantas instituições estão paradas, mas nossa expectativa é de construção de uma greve forte, que obrigue o governo federal a negociar as reivindicações da categoria, afirma o coordenador de Organização Sindical da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra), José Ronaldo Ribeiro Esmeraldo.

Segundo
ele, de 2007 até agora, a Fasubra realizou 52 reuniões com o governo, sem conseguir sensibilizá-lo para atender a pauta de reivindicações da categoria.Nesse período, nossas perdas foram se acumulando. Temos, hoje, o pior piso salarial do serviço público federal: R$ 1.034, justifica. O coordenador relata que, em 2005, o piso salarial da categoria equivalia a três salários mínimos, enquanto hoje chega a apenas 1,6.Em 2007, quando mudamos nosso plano de carreira, o piso ficou estipulado em 2,6 salários mínimos. Mas, de para cá, o valor foi sendo achatado, explica.

Além
do aumento no piso, os servidores pleiteiam outros ajustes no plano de carreira implantado desde 2007. Entre eles, o reposicionamento dos aposentados, que foram enquadrados em posição inferior a de expectativa para final da carreira, e a racionalização de cargos que não apresentam remuneração compatível com a função.

Os próprios reitores reclamam que a expansão universitária tem trazido inúmeros problemas de contratações. Como os salários não são atrativos, é difícil preencher as vagas e, quando são preenchidas, os candidatos logo optam por outras carreiras, acrescenta.

Também
está na pauta da categoria a defesa da destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação e a defesa do caráter público dos hospitais universitários, entre outras. Não previsão de quando ocorrerá nova rodada de negociação com o governo.Estamos aguardando a apresentação de uma contraproposta à nossa pauta, acrescenta o sindicalista.

Novas adesões
As
31 entidades representativas dos servidores públicos federais que participam da campanha 2012 unificada aprovaram, em 5/6, adesão total à greve. Na quarta (13), paralisam suas atividades os professores das escolas técnicas e de aplicação, os servidores da Justiça Federal, do Ministério Público e do IBGE. No dia 18, aderem as categorias que integram a Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef).

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