Movimentos: pautas propositivas e unitárias - América Latina en Movimiento
ALAI, América Latina en Movimiento

2010-09-16

Brasil

Movimentos: pautas propositivas e unitárias

Renato Godoy de Toledo
Clasificado en:   Política: Elecciones, |   Social: Social, |
Disponible en:   Portugues       
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Entidades da sociedade constroem agenda propositiva para o próximo governo
 
As principais organizações populares do Brasil podem até ter suas diferenças em alguns campos de atuação e posicionamento político. No entanto, diversos movimentos apresentam uma plataforma mínima que tornou-se consensual entre as entidades ao longo dos anos. Independentemente do resultado das eleições de outubro, essas propostas devem pautar a atuação das organizações no próximo período.
 
Algumas questões avançadas constam nesse conjunto de demandas, tal como a erradicação do analfabetismo e uma solução definitiva para o déficit habitacional, com a construção de 10 milhões de moradias e a mudança da política de superávit primário, só para citar alguns exemplos.
 
 Momentos de unidade
 
A unidade conquistada nos últimos anos propiciou momentos quase inéditos no movimento social brasileiro, como no dia 23 de maio de 2007, quando milhares de trabalhadores urbanos, rurais e estudantis foram às ruas do Brasil protestar sob o mote "Nenhum direito a menos".
 
Aquela demonstração de força foi capaz de forjar uma nova unidade que também pôde ser observada na campanha exitosa de todas as centrais pelo fim da emenda 3 – que na prática legalizava o trabalho precarizado disfarçado pela prestação de serviços por meio da pessoa jurídica. O veto presidencial à emenda foi mantido, apesar de todo o lobby feito por entidades patronais.
 
Momentos de unidade também foram observados durante uma jornada de lutas realizada em 2009 para combater as investidas patronais em meio à crise financeira que atingiu o mundo. Na ocasião, um amplo leque de movimentos foi às ruas para dizer os trabalhadores não iriam pagar pela crise. Findada a crise e tendo em vista, em um futuro próximo, um crescimento econômico vigoroso, as entidades vislumbram a manutenção da unidade e mudança do "sinal" na luta. Agora, ao invés das lutas pela manutenção de direitos, coloca-se em pauta uma série de medidas propositivas para ampliar a proteção aos trabalhadores e o bem-estar social.
 
No aspecto trabalhista, a redução da jornada de trabalho é a pauta mais forte e, ao que parece, com maior possibilidade de ser aprovada num eventual governo Dilma Rousseff (PT).
 
Construção de unidade
 
Longe de defender apenas a continuidade das políticas do governo Lula, os movimentos têm exigido mudanças substanciais nos rumos do país, sobretudo no aspecto macroeconômico.
 
Para a integrante da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Sarah de Roure, as propostas das entidades representam a diversidade de demandas regionais e dos diferentes setores da sociedade. Isto porque as propostas foram discutidas no âmbito dos estados e dos movimentos.
 
“Cada movimento, em seu tempo político específico, foi apresentando mudanças de comportamento, trazendo demandas propositivas. Claro que o fato de ter um trabalhador na Presidência muda muita coisa, assim os movimentos tiverem que se recolocar em seu lugar”, comenta Sarah, sobre a unidade em torno de propostas.
 
Para ela, o momento eleitoral também contribui para o fortalecimento desses laços, já que tem que se apresentar propostas para tentar influenciar as candidaturas. “Os movimentos sociais têm apresentado momentos importantes de unidade, tal como na luta contra a Alca e contra a dívida externa. No momento eleitoral, os atores têm que mostrar seu peso para influir na conjuntura. Por isso, essa unidade construiu uma agenda que não pode ser ignorada pelas candidaturas. É um desafio que está posto nesse momento de distribuição de renda. Se a gente não apresentasse essas demandas, quem o faria?”, questiona.
 
O repúdio ao candidato José Serra (PSDB), diz Sarah, também é um fator que une esses movimentos, ainda que não exista o apoio unânime a uma candidatura entre os movimentos, apesar de ampla simpatia a Dilma. “Sabemos que a candidatura de Serra representa o retrocesso, as privatizações. É um modelo que foi condenado. Independentemente de quem vencer as eleições, teremos muito desafios em comum”, explica Sarah.
 
Para o próximo período a militante aponta que todas as demandas apresentadas pelo movimento social devem defender o desenvolvimento do país tendo como foco a melhoria da vida humana.
 
Fonte: Brasil de Fato
 


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